dupla de apresentadores do momento!Alto! Do momento não - interrompe a Catarina - de sempre! Se não for na televisão, será fora dela para sempre.
Continuado: estamos a ver uma entrevista para o programa Sociedade Recreativa, emitido no dia 10 de Janeiro de 2016; o mesmo dia em que aconteceria a final do The Voice Portugal na RTP. É esse o pretexto para juntar a dupla de apresentadores dum concurso de talentos visto todos os domingos por mais de 1 milhão de espectadores.
Como diz a Sílvia, esta edição do The Voice Portugal chegou mais depressa ao coração das pessoas. A Catarina justifica, porque
esta edição está mais aguerrida, está mais rápida. Do ponto de vista dos apresentadores, nós até ficamos mais invisíveis. Somos cruciais em momentos mais específicos e cirúrgicos, mas que resulta muito bem. Acho que é fundamental não ter medo das emoções, porque cantar, como qualquer espécie de arte, é feito com uma bagagem emocional. A nossa vida anda às nossas costas. Portanto, quem dança, faz teatro ou cinema, tem um arquivo de memória precioso para depois a actuação correr bem. Acho que essa magia acontece no The Voice.
A Catarina, nestas andanças há 25 anos, ainda se surpreende com os talentos que vão surgindo neste país, e alguns bem novos na idade. O Vasco concorda. Mas o Vasco engana-se se pensar que foi o primeiro a provocar a "desconstrução" da figura da apresentadora. Não. A Catarina relembra alguns programas em que mostrou uma faceta mais descontraída: como os feitos com crianças. Ele solta o lado mais brincalhão da Catarina porque, talvez, partilhem uma mesma forma de estar na vida -
Nunca tive realmente uma dupla. Eu habituei-me, ao longo destes anos, a trabalhar sozinha. Em determinados formatos desconstruí-me. Se eu tiver alguém ao meu lado que fala a mesma linguagem que eu, que é educado, que mostra preocupação com os outros, e não seja egocêntrico! Eu encontrei isto no Vasco.E o Vasco, o que aprendeu com a Catarina?
Ela tem uma preocupação maravilhosa com as pessoas, com todas, não só com as pessoas que estão em casa, mas com as que estão no estúdio, com a equipa técnico. Porque na televisão não dependes só de ti, e se deres importância a toda a gente, a coisa corre melhor.
Depois de tantos anos, a Catarina continua a acreditar no poder da televisão, na capacidade que tem de inspirar algo de melhor nas pessoas, e dá o exemplo do seu trabalho com Os Príncipes do Nada.
Hoje, sinto que a televisão generalista pede coisas diferentes dos apresentadores. Eu cresci a ver os meus apresentadores favoritos, como o Fialho de Almeida, o Carlos Cruz, ou o Júlio Isidro, à frente de formatos construídos em volta deles. Hoje já não há isso. Mas não fico a olhar para o passado. Há coisas que ainda me dão prazer e que acredito que ainda vá fazer. Talvez isso ainda possa voltar. Nos programas da manhã, ou da tarde, que ainda têm muito sucesso, as pessoas precisam de sentir que o apresentador faz parte da família.
E porque o ano tem poucos dias, no final da entrevista, a Catarina quis enunciar apenas um desejo:
que o filho do Vasco, e a minha sobrinha, sejam sempre muito felizes e saudáveis.Porque a irmã da Catarina estava, nesta altura, nos 6 meses de gravidez; e o Vasco estava a pouco meses de ser pai, pela primeira vez. Coisa que a atenta Catarina desconfiou logo!
Um par de anos antes, tinha sido o filho da Catarina, o João Maria (que dizem ser muito parecido com o Vasco, por causa duns reavivados traços goenses da genérica materna) a quase desmascarar o seu recente e secreto namoro, quando a família Furtado Reis entrou no restaurante, onde o par pensava estar resguardado dos olhares curiosos a almoçar, e o João perguntou à mãe se aquela era a namorada do Vasquinho...