domingo, 15 de dezembro de 2013

Natal dos Hospitais, 55ª Edição



No dia 12 de Dezembro de 2013, a Catarina voltou a conduzir o Natal dos Hospitais, pela segunda vez, em directo do Centro de Reabilitação de Alcoitão. Numa maratona de 10 horas, teve o seu lado o animado João Baião; emissão que foi repartida com o Porto, onde a Sónia Araújo e o Jorge Gabriel conduziram a emissão a partir do Hospital de São João.

Muitas caras da RTP passaram por lá para desejar boas festas e dar uma palavra de apoio aos doentes em recuperação; também elas participarem na homenagem feita a Beatriz Quintela: Drª Palhaça; fundadora da Operação Nariz Vermelho; falecida neste ano. Em 2012, a Drª Da Graça esteve presente no mesmo sitio onde foi lembrada. Veja o video.
A Catarina, depois de pôr e tirar o nariz de palhaço, entre desfiles e voltas de dança com os vestidos de Nuno Baltazar, brincou com as bochechas do Fernando Mendes e pôs o presidente da estação a cantar; fez de Mãe Natal e distribuiu prendas, enquanto o Coro de Santo Amaro de Oeiras fechava mais uma edição do Natal dos Hospitais.

Mais em http://catarinafurtado.netne.net/nataldoshospitais.html

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Moderação do painel “ICPD após 2014: Parcerias e Cooperação Internacional” nas Nações Unidas

Pelo olhar da Alice


Na Conferência Internacional sobre a População e o Desenvolvimento (ICPD), organizada pelas Nações Unidas em 1994, 179 governos adoptaram um programa de 20 anos para tornar o mundo um lugar mais igualitário e sustentável.

Conhecida como a Conferência do Cairo, estabeleceu um elo claro entre as politicas de desenvolvimento económico, as dinâmicas da população e os direitos humanos. Em particular reconheceu a importância das politicas de promoção da mulher e da criança, que estavam, e continuam a estar, à margem do desenvolvimento.

A conferência constituiu uma carta de orientação para Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) até 2014. É neste contexto, e com a revisão dos resultados dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio estabelecidos para 2015, que a Catarina Furtado, enquanto Embaixadora de Boa Vontade do UNFPA, foi convidada para moderar um painel na conferência regional da Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) em 2013.

Organizada conjuntamente pela UNECE e pelo UNFPA, a conferência realizou-se no Palácio das Nações, em Genebra, nos dias 1 e 2 de Julho de 2013, sobre a temática “Proporcionar Escolhas: Prioridades para a População no século 21”.

No segundo dia, no final da manhã, a Catarina sentou-se na cadeira de moderadora, numa das salas do Palácio das Nações, para conduzir o debate sobre “ICPD após 2014: Parcerias e Cooperação Internacional”. Ao seu lado sentaram-se embaixadores, um ministro e uma delegada da juventude. Atrás de si, sentou-se Alana Armitage, Directora do Escritório do UNFPA em Genebra, que fez o convite directo à Catarina para moderar este painel e que a apoiou durante a conferência. Talvez valha a pena sublinhar, aqui, o reconhecimento e valorização do empenho da Catarina, por parte das pessoas que trabalham nas Nações Unidas, ao longo dos 13 anos de trabalho voluntário como embaixadora.

A Catarina fez um discurso introdutório onde partilhou a sua experiência ao longo desses anos; em particular falou das viagens para gravar os “Príncipes do Nada”. Na sua função de dar voz a quem está no lado menos bom da vida; de tornar visíveis os problemas delas sem nunca lhes tirar a dignidade. Como acredita que do seu empenho em passar a mensagem, do seu apelo à sensibilidade das pessoas, virá acção: as pessoas investirão nas pessoas.

A fechar o debate, Bruce Campbell, Director da Divisão Técnica do UNFPA, fez um resumo do que ali se falou. É a perspectiva clara e informada do Bruce que recomendo que ouçam, mais do que os outros discursos do dia. A conferência, na sua totalidade, está disponível no sitio da ONU ou no youtube.

Para estas e mais informações visite: http://catarinafurtado.netne.net/icpd.html

domingo, 20 de outubro de 2013

A Catarina Furtado dança (e canta) no 'Feitos ao Bife'




Ao som de I don't care "I Love it" das Icona Pop, a Catarina Furtado entrou a dançar na estreia do "Feitos ao Bife". A primeira série do programa da RTP foi para o ar no dia 16 de Fevereiro de 2013; nele 6 actores tinham que cumprir desafios não só na área da representação como na dança, no canto ou até em números de circo.

A Catarina, a apresentadora com escola de bailarina e paixão pelo jogo da actriz, quis que a desafiassem e, em alguns momentos iniciais do programa, partilhou daquela diversão (e também muito empenho) com que os concorrentes se transformavam em personagens, se transportavam para outro tempo e saiam fora da sua zona de conforto.

A maioria dos momentos foi de dança, coreografada pelo Marco de Camillis, ao lado do corpo de baile. O meu favorito foi o charleston: a Catarina como estrela do ecrã prateado, a dançar com a alegria dos loucos anos 20; apenas durou pouco: dois minutos que queria ver prolongados para um espectáculo musical inteiro, na Broadway, um "Chicago"!

Mas, para ser uma estrela dum musical, falta-lhe saber cantar. A Catarina confessa que para ficar 'feita ao bife' basta pedirem-lhe para cantar. Traumatizada pela cara azeda da equipa do "Chuva de Estrelas" quando a ouviam acompanhar a música tema do programa. Mas, dentro do espírito do "Feitos ao Bife", aceitou cantar na recriação do momento clássico do cinema em que Rita Hayworth canta "Put the Blame on Mame" no filme "Gilda". Dançou; deixaria todos pelo beicinho no tempo do cinema mudo mas a voz seria fatal no tempo do 'sonoro'.

Faltava o desafio da representação, que cumpriu no último programa. Sentou-se à mesa, como a menina Tatão, frente ao figurino do "Pai Tirano", rodeada do elenco de actores que lhe preparava uma armadilha. Subverteram o texto e ouviram o estalo com que a Catarina se safou da cena.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A II Conferência da Corações com Coroa



Quando saí do elevador, no quinto andar do edifício do Museu do Oriente, a Catarina Furtado seguia em paralelo comigo na direcção da outra porta do Salão Macau. Não passou desapercebida pelo canto do meu olho: uma mulher bonita, num vestido do Nuno Baltazar, dum marcante cor-de-rosa. Gritei: “Catarina!”... Não, não foi isso que aconteceu; não cruzamos olhares e eu deixei os cumprimentos para mais tarde; só depois dela prometer não me morder: “Anda cá, que eu não mordo!” Seguido de: “Preciso dum café!”

No dia 15 de Outubro de 2013, realizou-se a segunda Conferência da Corações com Coroa, num espaço mais pequeno que a primeira, numa sala com janelas sobre a Doca de Alcântara. As cadeiras foram quase insuficientes para as pessoas que, desde as 14:30, quiseram assistir e participar no debate sobre “Como se Esconde a Desigualdade em Portugal”.

Com as palavras do anfitrião Carlos Monjardino, o Presidente da Fundação Oriente, a conferência teve o seu inicio: “Uma longa viagem começa com um pequeno passo” (proverbio chinês). Os passos seguros que a Catarina contou na descrição que fez da actividade da associação no seu primeiro ano. A viagem longa na direcção da igualdade de género e da promoção da mulher. Mais certo do que eu recontar o que ela disse, é visitar o renovado site da CCC; mas destaco o visível contentamento da Catarina com o anuncio da atribuição de duas bolsas de estudo, a duas meninas, no presente ano lectivo.

Sempre apoiada pelos voluntários da CCC (a quem agradeceu mais que uma vez) coube à Catarina a condução de toda a conferência. Às 15 horas sentaram-se na mesa os criadores para debater “A desigualdade na igualdade”. A Catarina Ricci, realizadora, é autora do documentário “Women on Women” (um projecto em curso do qual a Catarina Furado é embaixadora) sobre outras mulheres realizadoras que usam o cinema como instrumento para a mudança. Central na sua apresentação foi a sua estória com a realizadora Turca Handan Ipekçi que abordou os “crimes de honra” no seu país (no tempo em que escrevo isto ainda não sei o que são crimes de honra; a Ricci recomendou que pesquisássemos, e eu recomendo-vos o mesmo.) Contou as suas dificuldades em fazer-se respeitar por uma equipa de filmagem turca, maioritariamente masculina.

Seguiu, no uso da palavra, a escritora Patrícia Reis. O seu último livro é uma biografia da Simone de Oliveira. Peço emprestadas as frases que, mais tarde, Joaquim Furtado disse; a Simone foi mulher num tempo em que precisava de “autorização do país para sair do marido; e autorização do marido para sair do país.” O papel da mulher, o que mudou e o que é esperado dela, pareceu-me ser um assunto transversal ao debate. Elas conquistaram muito, eles mudaram pouco. Foi nisso que o humorista Nuno Markl pegou; falando do seu quotidiano ao lado da companheira Ana Galvão. A mulher, que está cada vez mais participativa no mercado de trabalho, mantém e não quer abandonar o seu lado mais afectivo, familiar e doméstico. Exige-se que o homem assuma iguais funções no lar. Quando a Ana grita do topo das escadas: “Nuno, ajuda-me a deitar o nosso filho!” - ele, sentado em frente ao computador, responde, aflito com a imposição duma dupla tarefa: “Não posso! Estou a escrever sobre igualdade de género!”

Foi, sem duvida, a mesa mais bem disposta e interessante do dia. Seguiu-se a palavra da Academia, dos investigadores e da aparente certeza dos números; com o objectivo de tornar claro o obscuro, de descobrir a desigualdade de género no mercado de trabalho. Mas os números não parecem trazer nada de surpreendente e de novo: as mulheres conseguem graus mais elevados de formação mas não chegam aos cargos de chefia; são elas que secundarizam a carreira quando têm filhos; são elas que mais recorrem ao trabalho a tempo parcial; mas, no presente momento de crise, são os homens que atingem uma taxa maior de desemprego.

No meu ver, a Professora Sara Falcão Casaca e o investigador Bernardo Soares Coelho não conseguiram transpor o estilo de apresentação académico, com os seus diapositivos de tabelas e gráficos, para um estilo mais apelativo e adequado a um público leigo. Mas, ressalvando que não estavam habituados a tal, agradeceram a oportunidade de expor as suas ideias perante uma plateia diversa.

19 horas; a noite caía sobre Lisboa, e a Catarina Furtado deu o seu lugar à Ana Magalhães para a condução da primeira entrega do Prémio Corações Capazes de Construir. A imprensa invadiu a sala e ocupou os espaços entre as cadeiras. Após o relampejar dos flashs, a Catarina ocupou o primeiro lugar em frente à mesa onde se sentavam os cinco membros do júri, presidido jornalista Joaquim Furtado, pai da Catarina.

Vale a pena ler a excelente introdução feita pelo Joaquim Furtado (se ficar disponível); com uma voz grave de locutor de rádio, que preencheu a sala, falou do ser jornalista, das suas funções e dos seus deveres na defesa dos direitos humanos; justificou a atribuição do prémio.

Antes, todos membros do júri tomaram a palavra. A representante da SONAE/MC Ana Salgado, anunciou que no próximo ano o prémio voltará a ser atribuído. Em 2014 haverá também a categoria “campanha” ao lado da categoria “jornalismo” (imiscíveis segundo o Joaquim Furtado).

E os prémios foram para...

Duas menções honrosas para o jornal Região de Leiria e para a edição anual da revista Visão Solidária.

(Neste momento
a Catarina pulou para o pódio para mostrar uma curiosidade no troféu: um pin destacável da Corações com Coroa; que colocou na lapela da premiada.)

Dois segundos lugares: um para a reportagem "Momentos de Mudança" recebido pela jornalista da SIC Cândida Pinto; e outro para a reportagem "Selecção de Esperanças" recebido pela jornalista da RTP Mafalda Gameiro.

A distinção, com o primeiro lugar, foi para a reportagem "
Um Dia Vou Ser Português" da autoria da jornalista Susana André. A peça, da série "Grande Reportagem" da SIC, conta a história de três africanos que encontraram abrigo no Centro de Acolhimento para Refugiados na Bobadela.

sábado, 12 de outubro de 2013

Catarina Furtado desfila Nuno Baltazar (2007)




No dia 13 de Outubro, o estilista Nuno Baltazar encerra a 41ª edição da Moda Lisboa, com a apresentação da colecção de Primavera/Verão 2014.

Ainda a Catarina era um rosto do canal de televisão SIC quando o Nuno aceitou o convite para a vestir. A relação de trabalho depressa se tornou numa amizade; e a mulher tornou-se uma inspiração para o criador. Quando a Catarina foi para a RTP, para apresentar a Operação Triunfo, em 2003, a dupla Baltazar/Cravo concebeu vestidos originais para ela. Com a separação da dupla, o Nuno continuou a vesti-la. O corte e traço dos vestidos de colecção evoca-me sempre a maneira como eles caiem no corpo da Catarina duma forma perfeita e ajustada.

Ao longo de mais duma década a Catarina tem marcado presença nos desfiles do Nuno Baltazar. Falta quando é lhe impossível estar; como já aconteceu por estar em viagem para gravar o Príncipes do Nada. Em 2007 também não apareceu; não estava sentada nas bancadas montadas no Museu Nacional de História Natural. Poucos repararam que uma modelo, de peruca ruiva, cara fechada, a desfilar ao som da voz do João Reis, era a Catarina! Mais actriz que manequim, mas tão elegante no passo como as outras. Nem o sinal no queixo a pareceu trair. Nos aplausos finais, de braço dado com o Nuno Baltazar, com o sorriso dela, então, sim, todos a reconheceram.

Na altura, o programa Caras Notícias falou os dois. Pode ver aqui a reportagem.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Pelas raparigas



No dia 10 de Outubro de 2013, o programa da RTP: Portugal no Coração, antecipou a celebração do Dia Internacional da Rapariga. A Catarina Furtado, na qualidade de Embaixadora de Boa Vontade do FNUAP e presidente da Associação Corações com Coroa, foi a derradeira convidada do programa; introduzida pelo José Carlos Malato com uma pequena e bem escrita nota biográfica:

Não tem passaporte diplomático nem recebe ordenado, ao contrário do que muitos pensam. Ao serviço da ONU, até as viagens paga do seu bolso. Os lucros deste trabalho voluntário estão convertidos em algo muito mais valioso: nas mães e nos bebés que se salvaram durante o parto; nas adolescentes que recusaram relações sexuais sem preservativo; nas mulheres que voltaram aos bancos da escola e agora até já sabem ler a assinatura que acompanha o seu nome. Sempre que viaja pelos recantos mais inacessíveis do terceiro mundo, ela é Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA).

A primeira pergunta dirigida à Catarina é sobre o que a leva a dedicar-se a este trabalho. Foi à procura dela ou dos outros? A resposta é, de certa forma, afirmativa às duas: Fui à procura de ser realmente útil. O sua acção, fundada num sentimento de injustiça perante a desigualdade, procura mudar as mentalidades e contrariar a passividade (nomeadamente de quem tem o poder de decisão). Ela, uma mulher privilegiada no acesso que teve à educação e aos cuidados de saúde em Portugal, não pode ficar indiferente quando confrontada, em qualquer canto do mundo, com a morte duma mulher durante o parto ou com uma menina que desconhece que tem o direito a uma educação igual à dos meninos: Quando vou a estes países fica mais urgente esta missão.

(Esta missão que parece ter ocupado, em definitivo, o objectivo principal da sua vida; a seguir aos seus afectos pessoais; depois de ter querido ser bailarina, jornalista ou actriz; porque nunca quis ser apresentadora da televisão.)

Na ordem do dia, e bem a propósito do tema, esteve a entrevista da Malala Yousafzai, uma rapariga Paquistanesa de 16 anos, no Daily Show; onde advoga, não só o direito das meninas à educação, mas também a educação como forma das mulheres tomarem consciência das suas potencialidades e como o primeiro degrau para a mudança social.

Para a parte final da conversa juntou-se a Drª Alice Frade, antropóloga, Directora Executiva da ONG P&D Factor, e voluntária da Associação Corações com Coroa (CCC); conhecedora da realidade absurda da Mutilação Genital Feminina, realçou outras mutilações injustificáveis por qualquer relativismo cultural: Não há cultura que possa estar acima da cultura dos direitos humanos.
Relembro que a Alice acompanha a Catarina há 15 anos, desde o convite para projectos com a Associação para o Planeamento da Família (APF) até a ser consultora no programa "Príncipes do Nada"; e acompanha sempre o trabalho com o UNFPA. O que a Catarina não sabe, a Alice sabe! Quando começou disse à Alice que iam salvar o mundo... hoje, a Catarina, permanece optimista, mas os passos que dá são pequenos, seguros e realistas; como os que dá com a Associação Corações com Coroa, que prepara a sua segunda conferência já no seguinte dia 15. Passos que são um prolongamento do seu trabalho como Embaixadora de Boa Vontade; desta vez focado em Portugal. E fará sentido? Faz, e talvez a resposta clara venha com o debate do tema da conferência: "Como se esconde a desigualdade em Portugal".

Pode encontrar estas e outras entrevistas em http://catarinafurtado.netne.net/entrevistas.html

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Heróis de Portugal


Depois dum verão, em que incêndios florestais colheram a vida de 9 bombeiros, em que ficou mais presente para todos os portugueses o sacrifício dos voluntários que defendem o bem e a vida da gente; a RTP, no dia 15 de Setembro de 2013, dedicou a sua programação à homenagem desses heróis.

Ao longo do dia passaram pelo pavilhão Meo Arena vários artistas e caras da estação pública de televisão; que, para além da sua presença no palco, passaram pelo call center para atender as chamadas telefónicas das pessoas que quiseram contribuir para o Fundo de Protecção Social do Bombeiro. No final da emissão o valor arrecado chegava perto dos 500 mil Euros.

A condução da última parte da emissão, pouco após as 21 horas, coube à Catarina Furtado. Ela, recordou o avô paterno, António, o seu herói, que foi bombeiro profissional, e os acenos da filha Beatriz a essas "pessoas boas". O espectáculo terminou com uma encenação musical, conduzida pelo maestro Rui Massena.

 Pode encontrar mais sobre a emissão em http://catarinafurtado.netne.net/heroisdeportugal.html

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Parabéns, João Baião



No dia 8 de Outubro, o João Baião fez 50 anos. Numa 'Praça da Alegria', dedicada a ele, por onde passaram muitos amigos, a Catarina (que estava a partilhar as suas experiências com alunos duma escola) telefonou-lhe a dar os parabéns.

No mesmo dia deixou esta mensagem no facebook:
O nosso João Baião faz 50 anos! Quem diria! Salta como quando tinha 20, sorri com a mesma leveza e aqui para nós, que ninguém nos ouve, é daqueles colegas que não sabe o que é inveja e que tem a capacidade de aproveitar a vida, pondo ao serviço da sua profissão, o prazer de se dar aos outros. Quem nos dera que fossem todos assim! Genuíno e generoso! E ainda para mais com um apelido que rima tão bem com "CORAÇÃO". Parabéns!

Pessoalmente, já testemunhei que o João é uma pessoa genuína, sempre com um sorriso e de mão estendida para quem o aborda (mesmo que seja só com o olhar).

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Quando eu for grande


Dos sonhos de criança aos sonhos de hoje. Uma conversa que passa pelos locais onde a Catarina cresceu: do Bairro Alto até à Escola de Dança do Conservatório Nacional; da relação de sacrifício com as sapatilhas de ponta até ao medo da morte. Passa pelos sonhos presentes, na Associação Corações com Coroa, e pela coreografia do futuro; ao som das músicas a que deu as palavras.

No final, regressa à sala de ensaio do Conservatório, à relação de amor com a dança. Nos braços do bailarino Benvindo Fonseca, sem sapatilhas de pontas, tem o sorriso duma indisfarçável felicidade.


Eu, depois de ver a entrevista - da qual já conheço a maior parte das perguntas e respostas - voltei a dizer-me, baixinho: “Eu gosto da Catarina.”

A peça, da autoria da jornalista Ana Sofia Fonseca, foi transmitida no Jornal da Noite da Sic, no dia 6 de Outubro de 2013.

Créditos:
Autoria: Ana Sofia Fonseca
Repórter de Imagem: Paulo Cepa e Carlos Aranha
Edição de Imagem: Luís Gonçalves
Produção: Sónia Ricardo

Pode encontrar esta e outras entrevistas em http://catarinafurtado.netne.net/entrevistas.html e as letras das canções escritas pela Catarina em http://catarinafurtado.netne.net/letrasdecancoes.html

 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Catarina no 'Primo'


 No dia 26 de Setembro de 2013, a Catarina esteve na Rádio Comercial para gravar uma entrevista para o Primo, descrito como "um talk-show televisivo feito em exclusivo para rádio com uns tais de Nuno Markl e Vasco Palmeirim." O programa foi transmitido no sábado e domingo seguinte.

Depois da introdução musical ao programa, cantada ao vivo pelo Nuno e pelo Vasco, com uma rima dedicada: "Há pessoas que atravessam o Canal da Mancha a nado; a nossa convidada, se ainda não o fez, já correu mundo, é a Catarina Furtado." A conversa começa sobre a dificuldade dela em cantar (3m); o Markl recorda o tempo em que faziam dupla no CENJOR (4m); falam da recente adesão da Catarina ao facebook (8m).

Ao quarto-hora de conversa, houve o momento que achei mais interessante. Falou-se da Catarina ter feito 40 anos e da festa que reuniu grandes amigos, entre os quais o Nuno, que aproveitou para opinar: "a tua carreira foi, de certa forma, uma pretexto para chegares aqui." O 'aqui' é a Associação Corações com Coroa e todo o trabalho que ela desenvolveu, ao longo de 12 anos, como Embaixadora de Boa Vontade do UNFPA. A Catarina concorda e contou o presente que outro grande amigo, o Rui Calapez, lhe ofereceu no seu aniversário: um mapa astral. Ela, sempre céptica, ficou surpreendia pela revelação intima que lhe foi feita. Disseram-lhe palavra que sempre a acompanhou, guiou, e que agora está mais forte, é: JUSTIÇA. A palavra que, talvez, caracterize o que a move no seu trabalho (volta a usar a palavra 'missão'). A conversa corre, então, sobre o Príncipes do Nada; sobre o que se vê e não se pode filmar; sobre as sensações que só se podem partilhar com os seus companheiros de viagem, o Ricardo Freitas e o Hugo Gonçalves; da sua intolerância com os políticos desligados desta realidade.

Depois do intervalo, aborda-se a sua ida para Londres (30m); as entrevistas a estrelas internacionais: o deslumbramento com a Sharon Stone e a desilusão com o Woody Allen. Fala-se da 2ª conferência da Corações com Coroa, na qual o Nuno Markl é orador convidado (35m). Fala-se de televisão; da Cidade Despida; do Chuva de Estrelas; do Top+; e a Catarina elege o programa que mais gostou de fazer (Príncipes do Nada à parte) que foi o Caça ao Tesouro, onde se 'apaixonou' pela Rita Blanco (37m). Fala-se sobre músicas infantis e de que gostaria de voltar a fazer coisas com crianças. A conversa termina à volta da produção que fez para a revista GQ em Julho (45m).

 Pode encontrar esta e outras entrevistas em http://catarinafurtado.netne.net/entrevistas.html

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Catarina Furtado fala sobre o futuro documentário sobre a Gorongosa no "Verão Total"


No dia 31/7/2013 a Catarina fez uma visita a Palmela para falar com o João Baião sobre o documentário que acabou de gravar em Moçambique, no Parque Nacional da Gorongosa. O documentário, realizado por Bob Poole ( premiado pelos seus trabalhos para a National Geographic ), será, brevemente, transmitido na RTP.

Pedro e o Lobo e Outras Fábulas na Casa da Música (2013)

Sala Suggia, na Casa da Música do Porto, no dia 1 de Junho de 2013
No meu último encontro feliz com a Catarina Furtado, à entrada do Grande Auditório da Gulbenkian, disse-me que iria ao Porto com o "Pedro e o Lobo". Alguns meses depois ela estava na Casa da Música para apresentar pela terceira vez a obra de Prokofiev - não com a excelente Orquestra da Gulbenkian dirigida pela maestrina Joana Carneiro mas - com a orquestra da casa: a sinfónica do Porto dirigida pela maestro Pedro Neves.

O espectáculo inaugurava a programação de Verão da Casa da Música, no dia 1 de Junho de 2013, no dia Mundial da Criança. Desta vez a entrada não era gratuita mas os bilhetes esgotaram rapidamente, a casa estava cheia e a plateia repleta de miúdos (que só pagaram 1 euro). O final de tarde começou não com ela mas com o marido João Reis que deu a voz à peça "Contos Fantásticos" criada por Luís Tinoco. Depois da orquestra tocar o tema "The Way to Castle Yonder", da ópera "Higglety Pigglety Pop", a Catarina encerrou o espectáculo com a sua interpretação. Eu não estive lá (tive muita vontade de lá estar) mas tenho a certeza que o público não poupou aplausos!

Um dia antes a Catarina esteve na mesma sala, a Sala Suggia, a apresentar o "Pedro e o Lobo" só para as crianças que vieram em grupos das suas escolas. Algumas tiveram ali o primeiro contacto com a música clássica tocada por uma grande orquestra. E a Catarina deslumbrada com a beleza da sala da Casa da Música e feliz com o envolvimento das crianças que já sabiam que os violinos falavam na vez do Pedro e que o lobo rugia pelas três trompas.