Quem iniciou a conversa foi a Catarina; sentada ao lado do encenador Marcos Barbosa, e dos seus companheiros de elenco: João Reis e Paulo Pires. Esta foi a primeira presença, na televisão, para falar sobre a peça de teatro Os Dias Realistas. Seguiu, então, a resposta da Catarina à primeira pergunta da Tânia Ribas de Oliveira, a apresentadora do programa Agora Nós da RTP, ainda a meio caminho de se sentar depois dum carinhoso abraço:
Conta-nos tudo sobre esta peça!.
Antes de deferir a questão para o encenador,
que foi ele que teve a ideia de encenar esta peça, foi ele que escolheu este texto, foi ele que fez com que o texto chegasse à UAU, que é a nossa produtora, que a UAU tivesse interesse em produzir esta peça, e depois foi ele que juntou estes pivôs! Mas, para falar da peça resumidamente: eu acho que é uma comédia negra, é uma comédia que fala sobre a vida quotidiana de dois casais. Depois são os dilemas, os desafios, os prazeres da vida, mas também as dores, as inquietações, é a vida, é a morte, é o amor, é o medo, é o cuidar, enfim...
É a quarta vez que Marcos Barbosa encena uma peça de Will Eno, um autor Norte Americano com
uma linguagem contemporânea mas muito próxima das pessoas. A peça, no original The Realistic Joneses, tem feito sucesso por todo o mundo, e em particular na Broadway onde estreou.
Paulo Pires completa
A peça é muito simples, naquele tipo de simplicidade que é difícil fazer.- O Paulo faz de João Dias o marido da Bambi desempenhada pela Catarina -
As personagens têm um linguagem muito diferente; principalmente a minha e a da Catarina, uma forma de estar um pouco diferente.
A mensagem da peça chegará duma forma simples.
A vida destes dos casais gira à volta da forma como lidamos com uma doença cujas consequências não conhecemos, diz João Reis, o marido real da Catarina, que aqui faz o Tó Dias, marido da Margarida, personagem feita pela Manuela Couto que não pôde estar presente.
E isto de trabalharem juntos no teatro exige alguma ponderação: o João não quereria fazer o João da Bambi.
Ponderámos sobretudo por causa das ausências; por causa da organização familiar., porque o horário dos ensaios é exigente, contornando as agendas preenchidas dos actores, normalmente das 3 da tarde até já próximo das primeiras horas do dia seguinte. Mas, descanse a imprensa rosa, que
os filhos não ficam sozinhos em casa, ressalva a Catarina.
A peça estreia no dia 11 de Janeiro, no Auditório dos Oceanos, em Lisboa. No Porto estará em exibição no Teatro Sá da Bandeira, de 29 de março a 9 de abril. Os bilhetes já estão à venda, e podem ser adquiridos na Ticketline. A não perder!

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